
CHEGUEI AO BLOG !!
VAMOS VER NO QUE VAI DAR, ESTAREMOS
GRATO POR ACESSAR possoopinarvidal.blogspot.com
Posso opinar...???
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Obrigações.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010
feliCIDADE !!!!
sábado, 4 de dezembro de 2010
MAIS UMA VEZ ESTAMOS ALERTANDO !!! RIOS DE ANGRA PRECISAM DE DRAGAGEM URGENTE.


Sei que existe um processo de licitação, mas é hora de dar prioridades a algumas situações, e a dragagem dos dois rios que constantemente provocam problemas é uma s delas.
Ontem com a forte chuva que durou 30 minutos, tivemos alguns pontos alagados por conta da pouca vazão dos sistemas de escoamento, e em pleno início de Dezembro uma chuva com características fora dos padrões, mas que já foram informadas por alguns institutos de meteorologia, que já adiantam que teremos chuvas muito fortes neste verão.
Planejamento é fundamental e temos que começar a planejar ações de prevenção, para que não sejamos mais uma vez vítimas de situações que estão claras a nossa frente.
Na semana passada pude acompanhar uma entrevista do presidente da associação dos moradores do bairro do Campinho e adjacências, Sr Sérgio, onde o mesmo explanava do abandono social da grande Japuiba, exclusão de itens como SEGURANÇA PÚBLICA e SANEAMENTO BÁSICO, foram temas destacados por ele.
A cobrança da ronda ostensiva da PM, que logo no início de campanha de TUCA foram efetivadas, como um “carrinho elétrico” com dois policiais e após ser eleito foram tirados, foi firmemente criticado por ele. Outro item também questionado foi o rio Japuiba, que sofre com a demanda de poluição, inclusive de forma irresponsável pelos lava jatos que despejam seus detritos no rio, contribuindo ainda mais para a poluição, dando continuidade a entrevista foi focado a DRAGAGFEM DO RIO, item de suma importância para que não haja mais alagamentos e até mesmo seja evitado novas catástrofes.
Sabemos que são inúmeros os problemas em Angra dos Reis, mas quando um problema é apontado e se mantém sem solução, a coisa fica perigosa e recai sobre nós presidentes de associações a responsabilidade, pois assim como o prefeito, nós também somos eleitos pelo POVO – relatou Sergio Gomes.
Então fica ai mais um manifesto.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O que falar ??? Porque não falo .

Muitos me perguntam :
_Porque você ainda não comentou algo sobre a nova mesa da Câmara ?
Pois bem , procurei algo que me levasse a um comentário, e ai esta. Vejamos o que vai dar.
SÓCRATES E A MALEDICÊNCIA
Certo dia um homem, muito agitado, apresentou-se a Sócrates, o célebre filósofo antigo, e disse-lhe:
– Escute Sócrates: como seu amigo tenho alguma coisa para lhe dizer.
– Espere! – interrompeu o sábio. – O que você vai me dizer, passou pelos três coadores?
– Três coadores?! – perguntou o outro, admirado.
– Sim, amigo, três coadores. Vejamos se o que você tem para me dizer passou por eles. O primeiro coador é o coador da verdade. Você tem certeza de que é verdadeiro o que vai me dizer?
Assegurar, não posso. Ouvi dizer e...
– Bem, bem. Certamente você o fez passar pelo segundo coador: o da bondade. Ainda que não seja verdadeiro, será pelo menos bom o que você quer me dizer?
Titubeando replicou o outro: – Não, pelo contrário . . .
– Ah! – interrompeu o sábio. – Procuremos então passar pelo terceiro coador e vejamos se é útil o que tanto agita você.
– Útil?! – tornou o amigo, já impaciente e vexado. Não é...
– Bem, – disse Sócrates, sorrindo – se o que você tem a dizer não é verdadeiro, nem bom, nem útil, esqueçamos o caso e não se preocupe com ele mais do que eu.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
PLANEJAR O FUTURO, ESTA É A ORDEM DA VEZ.

Como poderemos chegar ao um ponto considerado ideal para a nossa cidade, o que fazer para melhorar uma cidade com 500 anos de fundação, que foi remodelada e emendada ao longo de sua existência.
Reclamações surgem de todos os cantos, mas ai a questão como ajustar a cidade às novas condições sociais, ecológicas, econômicas e demográficas?
Todos sabem que ao contrário de algumas cidades que resolveram preservar suas características históricas, Angra forçou um crescimento urbanístico nas décadas de 40 e 50, e impulsionado pelo progresso do porto que aquecido pelas importações e exportações (café e trigo), demoliu vários casarões, dando espaço aos prédios que eram construídos sem um planejamento (saneamento, abastecimento e principalmente de localização), nossas ruas eram feitas com base no movimento da época e assim também sendo feito com as residências, que através dos famosos "puxadinhos" iam crescendo desenfreada mente.
A saúde de saneamento básico é muito nova no contexto da humanidade, para termos uma idéia disto o papel higiênico foi inventado em 1857, o vaso sanitário mesmo inventado em 1596, somente começou a ser utilizado no século XIX, na Inglaterra e pelas classes altas, assim também eram os outros instrumentos de saneamento, que após a utilização, os detritos descartavam se em qualquer lugar.
E assim Angra cresceu, hoje o sistema de saneamento é quase que impossível de ser consertado, pois pela sua condição geográfica, pelas residências já existentes, os descartes são despejados e centenas de pontos, para podermos verificar isto basta que tenhamos corantes de diversa cores e sejam despejados em residências de diversos pontos da cidade, e iremos observar que cada cor saíra em ligar diferente. Na Japuiba basta acompanhar o leito do rio e perceber as centenas de saídas clandestinas existentes, e nas galerias pluviais onde o esgoto é lançado sem pena nem dó.
Nossas ruas foram medidas para que charretes passassem, e depois adaptadas ao progresso da época, também sem dimensionar o futuro.
Mas até ai, onde arranjar um culpado, ou melhor, como arranjar um salvador?
A solução para a cidade começa com as construções verticais, dando mobilidade e minimizando espaços, tratando seu próprio esgoto, planejando coletas de lixo e minimizando consumo de energia.
Construindo novos bairros, não para abrigarem novos moradores, mas principalmente para remanejarem os antigos.
Temos que dar mais sustentabilidade aos bairros para que estes comecem a ter sua própria vida, cada dia mais a tecnologia nos dar suporte para que isto seja executado de forma menos centralizada.
É inadmissível que em pleno século XXI um morador da Japuiba tenha que se deslocar até o centro para pagar suas contas no banco, que problemas em secretarias municipais não possam ser resolvidos ou iniciados em postos avançados ligados por terminais eletrônicos.
Culpados para isto em Angra? Temos sim, e são todos os últimos administradores municipais, que fizeram de suas obras algo paliativo, e não planejando, deixando estas heranças tanto para seus sucessores de situação quanto para opositores. A idéia de resolver no momento e não de resolver o futuro, mesmo as obras que poderiam ser planejadas criaram estes problemas, um exemplo: o novo conjunto habitacional do Brachuy, uma área abandonada, sem comércio, sem estrutura, sem segurança, sem escolas largadas a própria sorte.
Planejar passou a ser a prioridade, sem planejamento nada será resolvido em nossa cidade, construímos um lixão e o mesmo já esgota sua capacidade, herança deixada, construíram um PROSANEAR, e nada resolvido, herança deixada e assim vamos.
Agora um estudo feito por uma universidade exalta tudo que sabíamos (e muito bem relatado pelo blog Transparência Angra), e mais uma herança deixada a mais de cinco décadas, quando teremos uma concorrência?
Angra balança perto de ser uma das mais prósperas cidades do Brasil, a qual será assolada por centenas e até quem sabe milhares de migrantes, que buscam as oportunidades Brasil a fora, e sofreremos mais um baque social, deixando mais uma herança. Não há mais espaço físico em Angra, é mais do que importante a revitalização dos bairros, o colapso do centro parece até ser proposital, a fim de beneficiar uma classe, dona dos prédios do centro da cidade.
Competência gerencial é primordial em qualquer gestão, temos que ser mais efetivos e ativos, as ações de termos uma cidade em condições de abrigar corretamente nossos cidadões é mais importante de que uma eleição de mesa, é mais importante de que qualquer ação política interesseira.
Já imaginaram uma epidemia em Angra, sabiam que isto pode acontecer? Ou alguém já viu as péssimas condições de higiene e segurança de nossa central de abastecimento da Banqueta?
E os hospitais, até mesmos os particulares começam a enfrentar quando não uma crise financeira, outros um colapso no atendimento, e se tivéssemos uma pequena situação onde tivéssemos que dar atendimento as mais de 50 pessoas, onde seriam atendidas?
Brasfels tem plano de saúde, e todo mundo que lá se acidenta vai para o Pronto Socorro municipal, não seria à hora do estaleiro ter sua própria central de atendimento, para desafogar o sistema de saúde municipal.
Pois bem, antes de falar de presidente de Câmara Municipal, vamos falar de planejar Angra, antes de termos um time de futebol na primeira divisão, vamos ter uma educação de primeira.
Angra tem que acordar, senão????
Até o momento ainda temos milhares de jovens sem uma chance de se profissionalizar, e nada é cobrado, ainda sim pensamos na eleição do presidente da Câmara.
Nossos jovens passam maior parte do tempo abandonado, e nada é comentado, nem mesmo na criação da ronda escolar, e pensamos no presidente do Angra Futebol Clube.
A solução para o transporte... coloque mais uma empresa para ver se não melhora?
Ainda assim é preciso gastar dinheiro com pesquisa. Tá na hora de ter coragem de enfretamento, tomar decisões mais sérias.
Do que adianta Usinas, Pré Sal e outras empresas, se não temos estrutura?
Vamos começar uma Angra legal, você tem que acordar e passar a planejar seu voto, tivemos uma idéia disto nas eleições passadas, ou planejamos nosso futuro, ou vamos pagar caro por isto, se é que já não começamos a pagar?
sábado, 13 de novembro de 2010
Construções irregulares, isto tem jeito ??? Fiscalização montada.
A criação de uma guarda municipal montada, equipada com máquinas fotográficas de última geração, GPS e utilizando até mesmo monitoramento via satélite,bem dividida em equipes por regiões seria o ideal para que contenham o crescimento desenfreado e irregular no município.
A secretaria de Meio Ambiente já conta com informações que podem dar as coordenadas atuais de construções no município e deveria ser a responsável pela condução deste monitoramento. Temos alternativas para que sejam cumpridas as normas municipais, cabendo somente as autoridades locais analisarem, aperfeiçoar e aplicar as soluções.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Equipamentos antigos, tecnologia ultrapassada...não adianta somente empregos, nossa segurança também prevalece.


Princípio de incêndio faz usina de Angra 1 ser desligada para manutenção
Pedro PeduzziDa Agência Brasil*
Em Brasília
A Usina Nuclear Angra 1 está desligada desde ontem (12) para “manutenção programada” em um circuito de hidrogênio do sistema de resfriamento do gerador elétrico principal. De acordo com a Eletronuclear (estatal responsável pelas usinas nucleares, subsidiária da Eletrobras), a necessidade de manutenção foi reforçada por causa de um princípio de incêndio em uma das tubulações do sistema ocorrido no dia 11 de setembro.
“Esse princípio de incêndio ocorreu em uma manta de couro que cobria a tubulação para evitar queimaduras nos funcionários que estavam vedando vazamentos de vapores no tubo que refrigera o equipamento”, explicou o superintendente de Angra 1, Jorge Luiz Lima de Rezende, à Agência Brasil. Segundo ele, a usina não corre qualquer risco de explosão ou de vazamento de radiação.
“Qualquer usina elétrica de origem térmica possui esse tipo de gerador pressurizado a hidrogênio, ainda que de menor porte. Não houve e nem haverá qualquer risco para a população, até porque esse equipamento não está no mesmo prédio onde o reator nuclear está instalado”, garantiu o superintendente. Além disso, acrescentou, o prédio do reator é protegido contra explosões internas e externas.
Ele explicou que o gerador elétrico principal apresentou vazamentos e, no dia 11 de setembro, foi desligado para que fosse feita a injeção de selantes nos encanamentos. Ao chegar no local, um grupo operacional viu que havia chamas na manta de couro utilizada pela equipe anterior.
“De tão ressecada, a manta acabou pegando fogo por causa da alta temperatura. Como há hidrogênio nas proximidades, e por se tratar de uma substância explosiva, a diretoria optou por fazer uma avaliação no gerador, para identificar o motivo desses vazamentos”, disse Rezende.
A Siemens, empresa que fabricou o equipamento, não havia detectado o problema durante a manutenção preventiva do equipamento. “Agora precisamos saber o motivo desses vazamentos porque, com certeza, há problema. Levará três dias para desmontarmos e investigarmos o que houve. Nossa expectativa é que comecemos a remontar o equipamento no dia 15 e que na outra sexta-feira (22) a usina volte a funcionar”.
Histórico
Há um mês, a usina de Angra 1passou por situação semelhante, tendo de ser desligada no dia 12 de setembro, em função de um princípio de incêndio no edifício da turbina - parte convencional da usina, sem qualquer contato com radioatividade.
O princípio de incêndio ocorreu em uma manta de isolamento térmico usada em trabalhos de manutenção, que fica próxima à parede da tubulação de um dos reaquecedores e separadores de umidade do vapor acionador das turbinas principais da usina. Devido à proximidade com o gerador elétrico principal, que é pressurizado com hidrogênio, a usina foi desconectada, seguindo os procedimentos normais de operação. Após a confirmação de que todas as condições de operação segura estavam garantidas, as manobras de retorno ao Sistema de Interligado Nacional (SIN) foram iniciadas ontem mesmo.
* Com informações do jornal Valor Econômico
Ainda temos o lixo nuclear, que ninguém sabe como está, nem onde será depositado !!!!
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Aqui se faz , aqui se paga...

Angra perde com a falta de representantes no legislativo estadual e por não ter mais um deputado federal, o que com certeza criaria uma boa oportunidade para Angra, onde sem dúvidas haveria uma disputa “interna”, de quem seriam as melhores proposta e projetos os quais teriam um endereço certo, a nossa cidade.
Neste momento percebemos o quanto dividido está nossa cidade, o que pode ser ainda mais acirrada nas próximas eleições de 2012. Os rachas serão inevitáveis. A entrada de candidatos de outros municípios apoiados por importantes figuras do cenário político municipal, o abandono sofrido pela derrotada candidata Vilma dos Santos, poderá render muito e poderá trazer a tona assuntos tenebrosos (ainda mais se ela for levada ao julgamento por seus colegas de plenário). A entrada do vereador Aguilar (incentivada pelo Fernando Jordão) , também atrapalhou as intenções do Vice Prefeito Essiomar Gomes, que mais ainda prejudicado foi pelo apoio explícito em nossa cidade do apoio do secretário de meio ambiente e do ex-prefeito a esposa do Charlinho, a eleita Andréia, candidata do município de Itaguai.
Outro fato que ficou obscuro nestas eleições foi que em momento algum tivemos a participação do Prefeito Tuca Jordão em apoio a Essiomar ou qualquer outro aliado da base politica.
Aurélio Marques sofreu pelo pouco apoio destinado por aqueles os quais ele ajudou.
Agora vamos esperar e ver, quem sabe a FORENTINA DE JESUS não nos conduz, afinal o Tiririca é o cara!!!
Boa semana a todos.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
Nós podemos melhorar...
Educação - Gestão democrática e inclusão social.

Conversando com alguns educadores, percebemos o desejo da real aplicação desta gestão.
Existe um desejo muito grande dos professores de que a educação seja melhorada em nosso município, e para isto pedem a democracia nas escolas.
Um ponto sério a ser questionado, é quanto crianças especiais nas salas de aulas, não que eles estejam discrimindo, mas uma interação junto aos profissionais de saúde seria muito importante. A criação de equipes itinerantes de apoio pedagógico formada por profissionais da área de saúde seria importante para que esta relação fosse humanizada. Eles poderiam fazer visitas diárias as escolas municipais, analisando e dispensando o plano adequado a cada aluno especial.
Outro ponto freqüentemente citado na conversa é quanto ao número elevado de alunos nas salas de aulas, uma média de 35 por professores, uma situação que poderia ser amenizada com a implantação do assistente disciplinar, modelo já existente em algumas cidades e que demonstraram um índice muito grande de aproveitamento escolar.
Para finalizar a questão de uma educação realmente democratica, o DIRETOR da escola deveria ser escolhido pelos professores, alunos e seus responsáveis através do voto direto.
Ficam ai pontos importantes para serem discutidos.
Abaixo materia muito interessante referente ao assunto.
O princípio da gestão democrática na educação
Gestão democrática da educação pública
Carlos Roberto Jamil Cury¹
A gestão democrática tem se tornado um dos motivos mais freqüentes, na área educacional, de debates, reflexões e iniciativas públicas, a fim de dar seqüência a um princípio posto constitucionalmente e reposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Comumente, o princípio da gestão democrática tem sido mais referido à eleição de diretores ou diretoras em escolas públicas. Tal dinâmica, inclusive, faz parte de várias Constituições Estaduais e Leis Orgânicas Municipais. Entretanto, sem negar esta possibilidade, desde logo inscrita neste princípio maior para uma função ou mesmo um cargo na estrutura do magistério e, sem se desviar do princípio federativo, cumpre refletir sobre as exigências e desafios trazidos por esta inserção constitucional inédita.
Gestão provém do verbo latino gero, gessi, gestum, gerere e significa: levar sobre si, carregar, chamar a si, executar, exercer, gerar. Trata-se de algo que implica o sujeito. Isto pode ser visto em um dos substantivos derivado deste verbo. Trata-se de gestatio, ou seja, gestação, isto é, o ato pelo qual se traz em si e dentro de si algo novo, diferente: um novo ente. Ora, o termo gestão tem sua raiz etimológica em ger que significa fazer brotar, germinar, fazer nascer. Da mesma raiz provêm os termos genitora, genitor, gérmen.
A gestão implica um ou mais interlocutores com os quais se dialoga pela arte de interrogar e pela paciência em buscar respostas que possam auxiliar no governo da educação, segundo a justiça. Nesta perspectiva, a gestão implica o diálogo como forma superior de encontro das pessoas e solução dos conflitos.
A gestão, dentro de tais parâmetros, é a geração de um novo modo de administrar uma realidade e é, em si mesma, democrática, já que se traduz pela comunicação, pelo envolvimento coletivo e pelo diálogo..
E o campo educacional, junto com a derrubada do autoritarismo e com o processo em andamento de uma nova ordem constitucional, propugnou a inclusão do princípio da gestão democrática na Constituição.
O art. 206, VI da Constituição Federal, o formaliza como tal para as escolas oficiais.
Este princípio, ainda que abrangendo tão só os sistemas de ensino propriamente públicos, se justifica como tal, com maior razão, porque a educação escolar é um direito próprio de um serviço público por excelência.
Mesmo que legalmente não atinja o setor privado, o caráter ético e axiológico da democracia paira sobre todas as instituições escolares.
Daí a educação escolar se tornar pública como função do Estado e, mais explicitamente, como dever do Estado, a fim de que cada indivíduo possa se autogovernar como ente dotado de liberdade e ser capaz de participar como cidadão consciente e crítico de uma sociedade de pessoas livres e iguais.
A gestão democrática também comparece na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n. 9.394/96, no art. 3o., VIII, reforçando o que já fora posto na Constituição. Referindo-se ao pacto federativo nos termos da autonomia dos entes federados, o art. 14 diz:
Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as peculiaridades e conforme os seguintes princípios:
I – participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;
II – participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.
Neste sentido, a regra legal abre espaço para a autonomia dos entes federados encaminharem a gestão democrática para além do que está definido na Constituição e na LDB. Mas é preciso considerar, como sendo pertencentes à gestão democrática, os artigos 12, 13 e 15 que implicam um trabalho em equipe de toda a comunidade escolar.
A gestão democrática foi também alvo de atenção na Lei n. 10.127, de 9 de janeiro de 2001, mais conhecida como Plano Nacional de Educação (PNE).
.
A gestão democrática da educação é, ao mesmo tempo, transparência e impessoalidade, autonomia e participação, liderança e trabalho coletivo, representatividade e competência.
Voltada para um processo de decisão baseado na participação e na deliberação pública, a gestão democrática expressa um anseio de crescimentos dos indivíduos como cidadãos e do crescimento da sociedade enquanto sociedade democrática. Por isso, a gestão democrática é a gestão de uma administração concreta. Por que concreta ? Porque o concreto (cum crescere, do latim, é “crescer com”) é o que nasce com e que cresce com o outro. Este caráter genitor é o horizonte de uma nova cidadania em nosso país, em nossos sistemas de ensino e em nossas instituições escolares. Afirma-se, pois, a escola como espaço de construção democrática, respeitado o caráter específico da instituição escolar como lugar de ensino/aprendizagem.
Neste sentido, a gestão democrática é uma gestão de autoridade compartilhada.
Mas, por implicar tanto unidades escolares como sistemas de ensino, a gestão vai além do estabelecimento e se coloca como um desafio de novas relações (democráticas) de poder entre o Estado, o sistema educacional e os agentes deste sistema nos estabelecimentos de ensino.
Nascem daí os desafios, nascem daí as perspectivas de uma democratização da escola brasileira, seja como desconstrução de desigualdades, de discriminações, de posturas autoritárias, seja como construção de um espaço de criação de igualdade de oportunidades e de tratamento igualitário de cidadãos entre si.
Nesse sentido, mais do que à União e aos seus governantes, mais do que aos Estados e Municípios e aos governantes, cabe às comunidades educacionais, lideradas por seus dirigentes oficiais, ao conjunto dos docentes no exercício do magistério e às associações docentes dos sistemas de ensino ampliar a consciência da relevância desse princípio. Dessa consciência, mais e mais ampliada, será possível pressionar por uma explicitação da gestão democrática que faça avançar a educação escolar como instituição republicana aberta à representatividade e à participação e voltada para um processo mais rico de ensino/aprendizagem que faça jus à educação como formadora da cidadania e qualificadora para o trabalho.
Nota
1- Professor da PUC-MG. Professor Emérito da Universidade Federal de Minas Gerais.
Fonte:
Salto para o futuro / TV Escola
www.tvebrasil.com.br/salto
sábado, 21 de agosto de 2010

·
Os municípios coloridos com cores em tons de marrom ou vermelho despejam os resíduos sólidos em lixões; os municípios coloridos em verde e amarelo possuem aterros sanitários
A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta sexta-feira (20), apontou que, em 2008, metade do lixo produzido no Brasil foi despejada em "lixões" impróprios para receber resíduos sólidos.
Segundo o levantamento, 50,8% dos resíduos sólidos produzidos pelo país eram conduzidos a vazadouros a céu aberto, que, diferente dos aterros sanitários, não possuem condições mínimas para receber lixo.
No último dia 2, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a lei que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que, entre outras medidas, determina que Estados e municípios acabem com os lixões. Com a nova lei, que ainda precisa ser regulamentada, os resíduos que não podem ser reciclados deverão ser levados a aterros sanitários.
Os dados da pesquisa foram coletados ao longo de 2008 e referem-se aos 12 meses anteriores à data de cada entrevista. Foram ouvidas pelo IBGE prefeituras, companhias estaduais e municipais de saneamento básico, fundações, consórcios intermunicipais, empresas privadas da saneamento e associações comunitárias.
Diferente dos vazadouros, os aterros dispõem de cuidados sanitários fundamentais, tais como solo impermeabilizado, coleta de gás, tratamento de chorume (líquido que sai do lixo) e equipamentos para compactar e aterrar os rejeitos (tipo de lixo que demora para se decompor e que não pode ser reciclado, como fraldas, por exemplo).
Maioria dos brasileiros ainda não tem acesso à rede de esgoto, diz IBGE
A maior parte dos domicílios brasileiros não tinha, em 2008, acesso à rede geral de esgoto e, nesse quesito, havia uma enorme discrepância entre as regiões brasileiras. Segundo o IBGE, 56% dos domicílios brasileiros não possuíam, em 2008, ligação com a rede de esgoto. Em 2008, o percentual de domicílios sem rede de esgoto era maior na região Norte, onde 96,2% das unidades não eram atendidas. Nas regiões Nordeste e Sul, a proporção também era inferior à média brasileira, com 77,6% e 68,8% de domicílios, respectivamente, sem acesso. Apenas na região Sudeste a minoria das unidades não possuía rede de esgoto (31,2%).
· Leia a notícia completa
Embora em 2008 mais da metade do lixo produzido tenha tido como destino os lixões, houve redução substancial na quantidade de resíduos despejados em vazadores nas últimas décadas, já que em 1989 apenas 10,7% do lixo era levado para aterros.
Segundo o IBGE, as regiões Nordeste e Norte tiveram o pior desempenho em 2008 com, respectivamente, 89,3% e 85,5% do lixo despejado em lixões, contra 15,8% do Sul e 18,7% do Sudeste. No Piauí, 97,8% do lixo era levado para um destino inadequado. Maranhão (com 96,3%) e Alagoas (96,1%) também tiveram um mau desempenho.
São Paulo ocupava o topo do ranking, com apenas 7,6% do lixo despejado em vazadouros. No vizinho Rio de Janeiro, por sua vez, um terço dos resíduos eram encaminhados a lixões.
O engenheiro químico Valdir Schalch, coordenador do Núcleo de Estudo e Pesquisa em Resíduos Sólidos da USP (Universidade de São Paulo), afirma que é difícil fazer uma estimativa de quando todos os lixões do país deixarão de existir, caso a nova lei seja cumprida. "É praticamente impossível falar em quanto tempo isso irá ocorrer, mas eu espero que dentro de dez anos não haja mais lixão algum. É preciso fiscalizar [o cumprimento da lei], normatizar e estabelecer diretrizes para que a legislação funcione."
Segundo o engenheiro, os resíduos residenciais são compostos, em média, por 40% de lixo reciclável (plástico, papel, vidro, papelão, alumínio, entre outros) e 60% de materiais degradáveis. Deste total, cerca de 20% --que pode estar entre os materiais degradáveis ou recicláveis-- são rejeitos. "Os aterros são só para resíduos domiciliares orgânicos, que possam ser enterrados e a matéria virar adubo. Plástico, papel, papelão não devem ser enterrados", afirma o pesquisador.
Manejo do lixoNo Brasil, constitucionalmente, é de competência dos municípios o gerenciamento dos resíduos sólidos produzidos. O manejo do lixo domiciliar, hospitalar e comercial é de responsabilidade das prefeituras, assim como a fiscalização do manejo de lixo industrial, cujo tratamento e destino é de obrigação das próprias empresas.
Segundo a pesquisa do IBGE, 61,2% das prestadoras dos serviços de manejo de lixo eram, em 2008, entidades vinculadas à administração direta do poder público; 34,5%, empresas privadas sob o regime de concessão pública ou terceirização; e 4,3%, entidades organizadas sob a forma de autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e consórcios.
Mais da metade dos municípios brasileiros sofre com enchentes, diz IBGE
Entre 2003 e 2008, mais da metade dos municípios brasileiros sofreu alagamentos ou inundações por conta da ação das chuvas. Dos 5.265 municípios do país que possuem algum tipo de controle sobre as águas das chuvas --desde sarjetas até galerias subterrâneas--, 2.696, ou 51,3%, declararam ter sofrido alagamentos ou inundações no período analisado.
· Leia a notícia completa
A pesquisa também apontou quais são os principais compradores de materiais recicláveis, separados pela coleta seletiva dos municípios. Em todas as regiões do país, os maiores compradores eram comerciantes desses materiais, que adquiriram 53,9% do lixo reciclável. O segundo maior comprador eram as indústrias recicladoras (19,4%), seguidas por grupos beneficentes (12,1%). Outras entidades diversas compraram 18,3% dos recicláveis.
Mais sobre a lei dos Resíduos SólidosA lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos, cuja proposta tramitava desde 1991 no Congresso Nacional, responsabiliza os fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores pelo ciclo de vida dos produtos.
As empresas serão obrigadas a desenvolver a chamada "logística reversa": um conjunto de ações para tratar o que resta do produto após o uso pelo consumidor, seja reutilizando, reciclando ou descartando os dejetos de forma apropriada. Entre os produtos estão baterias, pilhas, lâmpadas, eletroeletrônicos e embalagens em geral.
O primeiro passo do governo federal para colocar em prática as novas regras será promover reuniões com empresas e governos estaduais e municipais. Já estão em andamento 34 acordos de convênios e cooperações com o governo federal, em 18 Estados. São eles: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina e Sergipe.
A expectativa do Executivo é que até o fim do ano esses locais apresentem um mapa da situação de seus depósitos de lixo e quais locais poderiam servir para a construção de novos aterros, que receberiam dejetos de vários municípios, que terão de gerenciá-los em conjunto.No início de agosto, Lula pediu aos ministros agilidade nas discussões para regulamentar a nova lei ainda neste ano. "Tudo isso tem que acontecer até o dia 31 de dezembro", disse o presidente.*Com reportagem de Camila Campanerut, em Brasília
sábado, 31 de julho de 2010
CREDIBILIDADE SE CONSTROI .

Acredito que a credibilidade é uma das maiores forças que existem para o desenvolvimento íntimo das pessoas e para o sucesso das organizações. Mas atenção, falo da verdadeira credibilidade, a que pressupõe ética, honestidade, verdade e bons princípios. Não a "credibilidade marqueteira" que dá manchete em jornais. Nem de palavras vazias de conteúdo, retoricamente cheias de boas intenções, mas que não redundam ações direcionadas para o bem.
A credibilidade que cito conquistamos por meio da prática permanente de um conjunto de valores e atitudes que não deixam margem a questionamento.
Todos têm responsabilidades irreversíveis com amigos, colaboradores, família, comunidade, parceiros profissionais, com organizações e principalmente com nosso país.
A partir dos nossos atos influenciamos até mesmo sem perceber toda esta cadeia de relacionamento. Por isso devemos ter a responsabilidade, pesar, pensar, policiar e avaliar cada palavra, cada atitude, cada decisão.
Não temos direito nem de falar ou fazer qualquer coisa sem pensar nas conseqüências.
Vote consciente, vote certo para não ficar no tempo chupando dedo e se arrependendo da sua atitude.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Cesar Maia visita Angra dos Reis.

quinta-feira, 1 de julho de 2010
E agora !?!?!? Deputado federal...???quem esperava esta ?


